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Apoiadores da Loira da UNIBAN (alguns textos)

novembro 5, 2009

Este blog tem o intuito de pesquisar e divulgar informações vinculadas na mídia ou em blogs, orkut, twitter, sobre a “loira da UNIBAN”, a estudante Geisy Arruda que no dia 22 de outubro foi fortemente hostilizada por uma massa de revoltosos. Motivo? Foi à universidade com vestido curto rosa.

Alguns blogs e jornais informaram e analisaram de maneira muito sensata e séria o que aconteceu. Cito alguns:

Rosana Hermann do blog Querido Leitor, A aluna da Uniban: (interessante que ela cita um filme antigo que foi refilmado e hoje se chama “A onda“, filme alemão – .

http://blogs.r7.com/querido-leitor/2009/10/30/a-aluna-da-uniban/

O jornalista Eduardo Marini tocou no ponto chave ao comentar no seu blog. Todos só falam em estética, em etiqueta e deixam o ponto chave de lado.

http://blogs.r7.com/eduardo-marini/2009/11/05/um-pouco-mais-sobre-a-violencia-contra-a-moca-do-vestido-curto/

O jornalista polemista Reinaldo Azevedo da Veja escreveu um texto muito bom no seu blog sobre o acontecimento (falando sobre respeito, tolerância) e a persistência dos alunos em seguir ameaçando a moça e querendo culpá-la por algo que eles próprios fizeram (primeiro dizendo que ela que “provocou” e depois acusando-a de manchar o nome da universidade). O nome do texto se chama “De homens e chimpanzés”. O texto ainda contém uma crítica muito pertinente ao psiquiatra e educador Içami Tiba que parece defender a reação dos animais e culpar a moça por ter escolhido mal a peça de roupa.

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/de-homens-e-chimpanzes/

Interessante notar ainda a diferença de cobertura entre a Record e a Globo. No Fantástico o caso de Geisy aparece, mas muito superficialmente. Foi chamada uma consultora de etiqueta Glória Kalil para comentar o acontecimento e depois chamaram uma enquete por telefone para ver se as pessoas concordavam ou não com a roupa usada. Será que as pessoas concordavam ou não com o linchamento moral? Isso nem se falou! Esqueceu-se de perguntar à consultora de etiqueta que roupa é mais adequada para se ser linchado. Além disso o Fantástico foi o único programa que foi autorizado a filmar por dentro as instalações do prédio e ainda a entrevistar o vice-reitor que disse que não achava ser o caso expulsar alguém. Curioso que o jornalista ficou calado e não perguntou mais nada, não pressionou, nada! Incrível!

Confiram abaixo a diferença entre Fantástico e Record (como a moça não deu exclusividade à Globo, então apareceu assim):

http://noticias.r7.com/sao-paulo/noticias/mae-de-estudante-hostilizada-diz-que-nao-dorme-nem-come-direito-20091101.html (Record)

http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1363048-15605,00.html (Fantástico)

Aqui um texto bem interessante que saiu no Estadão, de Débora Diniz, antropológa analisando o caso, O urro ancestral da faculdade injuriada:

http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,o-urro-ancestral-da-faculdade-injuriada,459621,0.htm

Glória Kalil consultora de moda e etiqueta chegou a publicar um texto em seu site falando do caso, mas ainda assim segue falando que as roupas emitem sinais. Ficamos em dúvida querendo saber: o vestido rosa de Geyse emitiu que sinal? “Venham e me estuprem”? “Venham e me linchem”? O texto se chama “É proibido proibir”.

http://chic.ig.com.br/materias/517001-517500/517150/517150_1.html

Daniel